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A Dolorosa Expansão da Consciência

Você sabia que “A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original?” . Sim, se ainda não parou para pensar nisso, preste muito atenção em tudo o que de muito diferente você tem feito e/ou aprendido nos últimos meses ou anos.

Realidade

Venho acompanhando um grupo de 80 alunos nos últimos 6 meses, e o que mais me surpreende é que sim, eles buscam e aceitam expandir sua consciência, aproveitam os conteúdos, participam ativamente das práticas durante toda carga horária do curso e levam ferramentas para casa. É bem neste ponto que o problema começa a aparecer: Voltar para casa.

Já venho escrevendo sobre relações familiares a várias semanas e particularmente é um tema que sou apaixonada. Sinto muito prazer em apoiar as pessoas em suas relações e assim fazer com estas sejam mais duradouras e felizes. Isso só é possível dentro de um processo de DESPERTAR do potencial de cada um dos meus alunos.

Consigo apoiá-los a sair do ponto A onde se encontram em suas relações e seguir para um ponto B que desejam ou que nem saibam ainda que exista esta possibilidade.

Cada aluno chega aos nossos treinamentos de um jeito, com aflições, preocupações, dores, desconfortos, sentimentos de plenitude, amor, compaixão e muita alegria. O problema é que todos estes sentimentos se encontram misturados e guardados sem nenhum critério em suas gavetinhas ou gestalts (*).

* Gestalts para mim, são como gavetinhas onde guardamos todas as nossas experiências e que quando necessitamos ter contato com tais experiências estas gavetinhas se abrem e trazem a tona a informação que estamos buscando.

Durante todo trabalho com este aluno, apoiamos no contato com as experiências que mais estão impactando negativa e positivamente sua vida e a partir deste DESPERTAR partimos para uma CURA psíquica e uma TRANSFORMAÇÃO plena.

Isto que eu chamo de processo, outros talvez queiram dar o nome de trilha, caminhos e etapas, não importa, pois o que você precisa saber é que durante todo este processo mudanças inevitavelmente acontecerão e isto surpreenderá a todos com os quais conviveu até hoje.

Ao retornar para casa, estes alunos se sentem sem chão, pois muitos dos quais poderia esperar o apoio, acaba recebendo cobrança, raiva, desconfiança e desestimulo. Mas você pode estar se perguntando como eu me pergunto diversas vezes, por que eles agem assim? A resposta é simples:

A mudança é uma espécie de ameaça, não uma ameaça real e sim uma ameaça ao poder que aquela família exercia sobre aquele aluno. Ao ter este poder ameaçado, inconscientemente eles acabam usando de subterfúgios de ataque, para os desestimular, desencorajar e de fato retorná-los à zona de conforto de onde jamais deveriam ter saído.

Quem gosta de:

  • Receber uma noiva que vivia triste, rancorosa, nervosa, sem expectativas profissionais e que agora, quando ela volta para casa, depois de um final de semana transformador está animada, criativa, feliz, fazendo planos profissionais para o futuro e com sede por conhecimento. Assusta né?
  • Receber uma filha que fazia só coisas de uma filha de 20 e poucos anos? Estuda, trabalha, vai ao supermercado com a mãe, almoça com os pais de Domingo, visita a família, sai com algumas amigas, trabalha das 8h as 18h, toma café da manhã em casa, almoça em casa, janta em casa e amanhã previsivelmente fará tudo igualzinho. Mas não! Esta menina faz um curso, abre a mente, enxerga um futuro brilhante fora da gaiola, conhece o amor e sua missão de vida. Isso é loucura né?

Acha que isso é coisa de outro mundo? Mas não é! Acontece corriqueiramente e trás tanto desconforto para estes alunos que eles pensam em desistir de tudo, pois apenas eles mudaram e suas famílias não. Neste momento eu entro e os apoio mais uma vez, para que possam de fato ver que estes familiares só querem o melhor para seus entes, e que não fazem isso por maldade.

Eu sei que é desgastante, mas um embate neste momento só irá piorar as coisas. O que peço a meus alunos é que tenham paciência, só paciência. Não recuem em seu desenvolvimento, na verdade acelerem para que os primeiros re$ultado$ comecem a aparecer.

Não adianta mostrar resultados como felicidade, criatividade, leveza e sim resultados financeiros. Infelizmente fomos criados como uma sociedade capitalista onde o indicador de desempenho é apenas o dinheiro.

Assim sendo, deixe seu EGO de lado, respire fundo, estude duro, pratique incansavelmente e comece a colher os primeiros frutos. Assim e só assim sua família entenderá que sua mudança é boa e não uma ameaça.

Não desista, nade, nade, nade e saia de vez desta agua que poderá de fato te engolir.

Ah! Se ainda não sabe como o EGO age na sua vida, leia o meu artigo sobre o Ego e o Amor.

Metáfora

Era uma vez, não desta vez, porém de outra vez, estou aqui desta vez para contar uma história que aconteceu daquela vez… E estou aqui porque não estou lá, pois se eu estivesse lá eu não poderia estar aqui e se eu não estivesse aqui eu não poderia contar para você a história que estou prestes a contar e se eu estivesse lá minha história seria muito, muito diferente. Então essa história de dois sapos, não eram sapos americanos, não eram sapos mexicanos, eram sapos brasileiros.

Eles viajavam pelo interior e acabaram chegando a um belo jardim onde havia sido servido um chá no estilo inglês. Bem, eles eram sapos brasileiros e jamais haviam sido convidados a participar de um chá no estilo inglês, nem mesmo para as sobras de um chá no estilo inglês. Pularam em cima da mesa e começaram a explorar: Não tem torta de frango? Não tem bolo de fubá? Nem broa de milho? O que eram aqueles pãezinhos secos, duros como pedra? Eca! Sanduíches de agrião? Estranho, muito estranho!

E havia uma enorme tigela com um liquido branco. Ao olharem por cima da borda, intrigados com o que seria aquele oceano branco, os dois de repente caíram lá dentro! Bastante em pânico, os dois começaram a nadar e nadar. Eles não conseguiam sair, nem tampouco conseguiam alcançar o fundo da tigela.

-Ah não, se lamentou um sapo. Esta é a história da minha vida! Sempre tenho problemas, é sempre uma luta. Isso tudo é um pouco demais. Acho que vou jogar a toalha.

Para mim chega! Simplesmente não consigo mais tentar nem mais uma vez.

Não, não! Gritou o outro sapo. – Fique comigo, lute, esforce-se, apenas continue.

Não, respondeu o outro. – Para mim chega! E escorregou para baixo das espumantes ondas brancas. Glub, glub, glub…

Agora, como você pode imaginar, e eu sei que você pode imaginar, pois você vem imaginando isso desde o inicio, o sapo restante mergulhou em profundo desespero. Agora completamente sozinho e deprimido, pensou que talvez o outro sapo tivesse razão. Talvez simplesmente devesse tomar mais uma respiração e afundar para debaixo da espuma também. Enquanto esse pensamento, juntamente com muitos outros, passava por sua cabeça, outra parte dele se rebelou. Não, não, não, se fosse para morrer, seria após ter feito tudo e qualquer coisa para sobreviver.

Com energia renovada ele pulou, nadou, mergulhou, chutou, nadou de costas, nadou de frente e nadou, nadou, nadou e nadou.

Depois de horas e mais horas, exausto, começou a se perguntar se o outro sapo não estaria certo de fato. Nesse momento, ele sentiu algo sob um de seus pés ou patas ou nadadeiras, como quer que os pés dos sapos sejam chamados. Era grumoso e amarelo e então ele sentiu algo sob seu outro como quer que você chame. Então, ele nadou por apenas mais alguns minutos e eu sei que você sabe o que todos nós sabemos: Isso mesmo, você sabe que ele nadou apenas mais alguns minutos e todo creme se transformou em manteiga e para fora ele saltou, encontrando seu caminho de volta para casa. Foi assim que esta história passou a fazer parte da tradição oral das histórias de mitologia dos sapos.

Até hoje, caso você se encontre à beira de um lago em algum lugar do Brasil, na hora do pôr do sol, conseguirá ouvir o coaxar dos anciões contando essa história verdadeira para os sapos jovens enquanto desfrutam de sua refeição de moscas e mosquitos.

Fique com Deus e até a próxima!

23 de novembro de 2016

6 Comentários em "A Dolorosa Expansão da Consciência"

  1. Artigo lindíssimo, mamãe Josi!
    Sei muito bem como é tudo isso que citou no seu texto e é Re$ultado que a família espera mesmo.
    Melhor artigo <3 hahahahahhaha

  2. Sensacional, mais uma vez, de novo, novamente você foi no ponto, parabéns, muito top!!

  3. Que artigo incrível.
    Pegou no ponto em cheio rs
    Parabéns por mais um artigo maravilhoso e cheio de aprendizado!

  4. Incrível Josi!! sempre leio seus artigos de temas familiar, fique sabendo que já me ajudaram muito a me libertar, gratidão!!

  5. Lindo demais Josi…. Senti na pele sua ajuda conforme o artigo… Gratidão

  6. Incrivel Josi, amei seu artigo…..Gratidão!!!

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