Compreendendo Quem Sou

Tem um tempo que quero falar sobre as máscaras que identifiquei em mim com o intuito de trazer clareza para o processo de autoconhecimento. Depois que constatei alguns vícios da minha personalidade comecei a ficar presente pra eles e acabei postergando a escrita.

Processo

Com um tempo de reflexão percebi que é só estando consciente e presente que conseguiria trabalhar cada um desses aspectos e que não precisaria esperar porque é um processo, e sendo assim ele vai durar ainda um bom tempo!

Acredito que quando assumimos quem somos mesmo sendo um processo expositivo, quando abrimos a caixa preta dos nossos segredos, de alguma forma nos tornamos ainda mais conscientes desses processos.

Foi pensando assim que institui com Vinícius (meu marido) o feedback sincero, onde ele fala os defeitos que vê em mim e eu ouço tudo sem justificar meus comportamentos.

Sinto que isso tem permitido avançar no estado de presença já que fico consciente para tudo que ele me fala, que muitas vezes eram atitudes inconscientes, isso me faz me manter presente para o meu objetivo de Ser e manifestar a minha essência.

Personalidade

Sempre foi muito típico da minha personalidade agir pacificando tudo. Alguém gritava, eu já falava “calma fulano”. Alguém brigava no trânsito eu já falava “não precisa agir assim” e por aí vai. Com o intuito de descobrir a mim mesma, fui percebendo que assim como todas as pessoas eu também tinha raiva de muita coisa.

Raiva é raiva e não existe melhor nem pior, existe a forma como você lida com ela e faz com que ela se manifeste. Na verdade eu também demonstrava minha raiva e negatividade mas de outras maneiras. Muitas vezes prejudicando meu corpo, muitas vezes gritando escondido (sim, isso acontecia com muita frequência, e lembro de mim com uns 12 anos de idade quebrando todos os pratos da casa no muro quando minha mãe tinha ido no mercado)

Nesse ponto percebi o que estava por trás disso tudo. No intuito de parecer uma pessoa fácil de lidar eu escondia meus sentimentos de negatividade e raiva como se eu não os tivesse, para dessa forma me sentir aceita e importante para as pessoas. Era a imagem do que eu considero a “falsa espiritualidade” hoje,  vivia buscando o consenso a troco de me matar por dentro.

Lembro de várias vezes ter comentado sobre minha irmã e suas explosões porque achava aquilo um absurdo. Hoje entendo que ela estava manifestando a raiva dela da forma que ela acreditava que era melhor, e eu escondia a minha achando também que era melhor.

O problema existia no que estava por trás disso, porque o meu egocentrismo me fazia sentir um ser superior e mais evoluído porque não manifestava a raiva. Tenho alegria de ter me livrado disso, de verdade mesmo. Notei que estou inclusive mais nervosa depois que joguei fora essa máscara, mas pelo menos tenho mais clareza de onde preciso trabalhar agora, ao invés de esconder até de mim mesma… ufaaaa!

Aprendizado

Hoje aprendi que o excesso de expectativa que eu criava em torno de tudo me gerava a raiva, então quando passei a estar mais consciente no momento presente, passei a sentir mais o controle emocional. Aprendi também a falar o que não me agrada em casa.

Mas é engraçado que na hora que manifestamos um estado de consciência parece que um sououtro lado se manifesta para estarmos mais conscientes. E isso é surreal e sensacional.

Como a frase que ficou perdida na minha infância foi “sua presença é importante pra nós” (você pode ler mais sobre o Enegarama aqui) eu passei a concentrar minha atenção nas relações com os amigos. Ahhh não pense que é fácil falar tudo isso tão abertamente, não é fácil mesmo, mas confesso que está sendo libertador!

Quando coloquei foco nas minhas amizades percebi que muitas vezes me abdicava de mim para suprir a necessidade do outro. Isso já revelava meu desejo de querer ser importante para alguém. Até ai tudo bem porque identifiquei esse processo e comecei a dizer sim quando era sim, e não quando era não.

Mas não para por ai…

Depois disso percebi que seu eu não estivesse em um determinado grupo a minha mente ficava me atormentando dizendo coisas do tipo: “Será que você fez alguma coisa errada? Você deveria ter dito sempre sim, tá vendo…”

A questão é que quando tirei minhas máscaras da aceitação para me sentir importante, cada vez mais começaram a aparecer momentos com minha família, meus amigos e coisas que trabalho para me colocar ainda mais no momento presente e observar como eu lido com todas essas situações.

E percebi que essas situações aconteceram a minha vida inteira e o que está mudando é forma como eu lido com elas aceitando o momento presente e transformando essas fraquezas em forças para me tornar uma pessoa melhor.

Isso me faz trazer uma frase do Ouspensky que diz “Quanto mais compreensão nós temos, melhor o resultado dos nossos esforços”, e comecei a ter compreensão desses processos com mais clareza e sem medo, entendendo que tudo isso fazia parte do revelar da minha essência divina que estava adormecida. Isso faz parte do Despertar.

Despertar

Pra finalizar quero trazer uma analogia desse processo de “Despertar para uma nova consciência” te convidando para visualizar comigo:

Vamos pensar que as nuvens que estão no céu podem ser consideradas o sono, o grande Sol por sua vez representa a nossa Consciência (ou Eu Essencial ou Essência divina como preferir) e o girassol são todas as personalidades que adquirimos ao longo da vida, e mesmo quando o dia está nublado o girassol ainda busca pelo Sol.

Isso significa que os “eus” que criamos para sobreviver acreditando serem a nossa verdade desejam avidamente pelo Sol da Consciência, eles só precisam passar da fase do sono para verem a luz. E lembre-se que mesmo que o Sol não esteja lá, a luz dele brilha ininterruptamente!

Com amor e gratidão,
Barbara Hannelore

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21 de junho de 2017

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